/ EM PRODUÇÃO /

LIVRO

TÍTULO Armando Santiago

COLECÇÃO Compositores Portugueses Contemporâneos, V

1.ª Edição | Outubro 2020

DIRECÇÃO DE PUBLICAÇÃO Pedro Junqueira Maia

TEXTOS Emanuel Frazão, Benoît Gibson, Jimmie LeBlanc, Ângelo Martingo, Virgílio Melo, Nuno Bettencourt Mendes, Armando Santiago

FOTO DE CAPA Higino Costa

REVISÃO Rui Manuel Amaral

ISBN 978-97-98846-7-2

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ÍNDICE

Apresentação | Pedro Junqueira Maia

Quatro Axiomas para uma Música Humana PERFIL | Ângelo Martingo

A Música para Dom Roberto ENSAIO | Nuno Bettencourt Mendes

Questa nota qui cosa fai? ANÁLISE | Virgílio Melo

Movimento, gesto e espaço no Quatour à Cordes ANÁLISE | Jimmie LeBlanc

… un mur impossible… ANÁLISE | Benoît Gibson

Diálogo com Armando Santiago ENTREVISTA | Emanuel Frazão

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ARMANDO SANTIAGO [n. LISBOA, 1932]

Compositor, professor e director de orquestra, estudou canto, piano e violoncelo no Conservatório Nacional de Lisboa, assim como Direcção de Orquestra com Hans Münch e Franco Ferrara, em Itália. Em 1954 é-lhe atribuído o Primeiro Prémio de História da Música e, em 1960, o Primeiro Prémio de Composição, ambos no Conservatório Nacional. Posteriormente desloca- se para Paris, onde estudou as técnicas da música concreta com Pierre Schaeffer, no Serviço de Pesquisa da ORTF. Bolseiro dos Governos de Portugal e de Itália, trabalhou em Roma, com Boris Porena, e seguiu o curso de Gofredo Petrassi na Academia de Santa Cecília, obtendo o diploma

de estudos superiores de Composição. Em 1968 fixa-se no Canadá, onde inicia actividade docente em Composição e dirige a classe de orquestra do Conservatório de Música de Trois-Rivières, instituição de que foi, mais tarde, director (1974-1978). Naturalizado canadiano em 1972, foi ainda nomeado director do Conservatório de Música do Quebec, tendo sido o responsável, a pedido da Direcção Geral dos Conservatórios de Música do Quebec, para prosseguir as reformas dos programas de ensino. Com um catálogo que abrange os géneros solísticos, de câmara, orquestral, vocal e electrónico, a sua actividade de composição surge como uma forma de responder a uma necessidade pessoal, procurando o cumprimento do detalhe e da justeza
de cada atitude. Sem perder de vista o ensino da História, para Armando Santiago, compor não é um acto isolado da problemática geral da criação artística. A partitura musical não é, assim, mais do que um ‘ajustamento’,
por via de códigos específicos, e o compositor um artesão-filtro, sensível
e ecléctico. As transformações da linguagem e dos símbolos, apanágio
do diálogo, penetrarão então implicitamente, por osmose, na estrutura profunda da obra, e isto, à margem da adopção activa de soluções imediatas de última hora, do refúgio sistemático da trajectória da herança, ou do pudor dos valores do humano.

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